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Convidamos todos os investigadores que estudem o património montemorense a utilizar este espaço para a divulgação dos seus trabalhos. Mais informações através de: geral@montemorbase.com


Coroa, Igreja e Superstição em Montemor-o-Novo (1512-1513)

Autor: Jorge Fonseca


O tema do artigo é a ocorrência de manifestações heterodoxas em Montemor-o-Novo, em 1512, nas quais algumas pessoas foram atacadas por tremuras, dizendo-se mensageiras de Deus para a cura de doenças. Esse fenómeno atraiu uma grande multidão à vila e levou à intervenção do juiz de fora, do rei D. Manuel I e do bispo de Évora D. Afonso de Portugal. Este último, em consequência desses factos, colocou a população sob interdito, o que, por sua vez, agravou as relações entre o prelado e a coroa. A fonte em que se baseia contém duas cartas do juiz de fora: uma dirigida ao rei, narrando os acontecimentos, e outra ao secretário de estado, sobre o mesmo assunto, ambas pertencentes ao Corpo Cronológico da Torre do Tombo, que já tinham sido publicadas, em 1908, por Pedro d’Azevedo. O objetivo deste trabalho é um melhor enquadramento histórico desses sucessos, assim como tentar interpretar tais fenómenos à luz da ciência contemporânea. O texto é complementado com a transcrição das duas fontes atrás referidas.


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Economia e sociedade no Alentejo quinhentista através de um tombo da Misericórdia de Montemor-o-Novo

Autor: Jorge Fonseca


O artigo procura caraterizar a economia, a sociedade e a mentalidade predominantes numa parte do Alentejo quinhentista, com base no tombo da Misericórdia de Montemor-o-Novo iniciado em 1560, em que foram registados os bens da instituição, assim como as obrigações espirituais que a propriedade dos mesmos implicava.


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Cerâmica quinhentista do Mosteiro de Sto. António de Lisboa, em Montemor-o-Novo: uma nova abordagem

Autor: Carlos Carpetudo e Gonçalo Lopes


Em completo estado de ruína em meados do século XX, o mosteiro de Santo António de Lisboa em Montemor-o-Novo escondia nas suas abóbadas, antes da sua reconstrução arquitectónica, uma colecção de olaria ímpar no panorama nacional do século XVI. Pela sua especificidade e quantidade, esta colecção do Museu de Arqueologia de Montemor-o-Novo é um exemplo único para a compreensão do seu contexto histórico, não só pela representatividade das peças enquanto objectos utilitários mas também pela sua reutilização enquanto elemento de construção arquitectónica. Durante a década de 70, esta colecção seria alvo de um profundo estudo por Margarida Ribeiro que lhe garantiria também a sua salvaguarda e preservação. Graças aos meios tecnológicos hoje disponíveis e ao avanço do método em arqueologia, acreditamos ser possível aprofundar ainda mais o conhecimento público acerca deste espólio quinhentista fundamental para o estudo da época.


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Os Moinhos do Rio Almansor no Concelho de Montemor-o-Novo

Autor: Francisca Mendes


A partir das memórias paroquiais de 1758, nas quais o Padre Pedro Botelho do Valle mencionou a existência de 28 moinhos e dois pisões na ribeira de Canha, concelho de Montemor-o-Novo, foi possível catalogar 27 moinhos e localizar 26 no terreno, distribuídos por quatro freguesias do concelho. Após o levantamento no terreno realizado através do preenchimento de fichas de inventário de cada moinho foi possível caraterizar arquitetonicamente os edifícios e as estruturas tradicionais de moagem internas e externas, bem como as alterações e o estado atual. O objetivo principal deste levantamento foi conhecer e estudar estes testemunhos da atividade moageira tão intensa neste concelho, contribuindo assim para a salvaguarda e preservação da sua memória.


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A relação entre a tipologia cerâmica e os hábitos alimentares intramuros no período tardo-medieval e moderno em Montemor-o-Novo

Autor: Carlos Carpetudo


Ao longo da última década, as escavações arqueológicas no Castelo de Montemor-o-Novo têm revelado um conjunto de estruturas habitacionais junto à porta de Santarém, na parte central da vila, onde se considera que existiria a antiga judiaria montemorense. Neste contexto, têm sido vários os silos encontrados entulhados com vários sedimentos de lixo doméstico. Em 2009, foi encontrado um novo silo , enquadrado dentro de um compartimento de uma habitação de consideráveis dimensões, do qual o espólio cerâmico aqui em estudo é oriundo. A presença de três moedas no interior do silo (apenas duas com leitura) permite-nos atribuir uma datação relativa, contudo com uma baliza cronológica ampla, entre os séculos XIV e XV. Após o processo de análise e restauro do espólio cerâmico, foi possível identificar 15 morfologias diferentes e 152 peças distintas ligadas ao espaço doméstico e que nos permitem chegar a algumas conclusões no que diz respeito aos hábitos alimentares intramuros.


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