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Espada

Espada

Espada com lâmina de secção lenticular, no punho apresenta um entrelaçado de fios de prata muito finos, no ricasso tem um banho a ouro onde aparenta ter um brasão com má leitura, mas onde ainda é possível observar uma forma geométrica [escudo]com uma flor no interior. Pomo de forma oval com botão circular, guarda mão com corpo de secção circular, e 3 contraguardas de secção circular.
Apesar de ser pertença antiga de D. João de Mascarenhas, que a sua viúva D. Aldonça de Mendonça e filho D. Fernão Martins de Mascarenhas preservaram, esta espada nunca terá sido empunhada na batalha de Alcácer-Quibir. Seria ao invés um artefacto que teria permanecido por Montemor-o-Novo, enquanto D. João partia com a nobreza portuguesa para África e com a qual, posteriormente e em homenagem ao pai, D. Fernão Martins de Mascarenhas se fez sepultar.

A espada de D. João de Mascarenhas pode ser caracterizada como uma rapieira, uma tipologia de espada que evoluiu da ropera espanhola no final do século XVI. A rapieira não era uma espada ligada ao uso militar mas sim ao uso civil. A ela estava inerente a ostentação social da nobreza dos séculos XVII e XVIII e o seu uso em combate estava sobretudo ligado aos duelos. Nestes, o uso de armadura ou escudo era inexistente, levando ao desenvolvimento de técnicas de defesa mais baseadas no movimento do corpo e no bloqueio com a própria rapieira.

A rapieira era ainda habitualmente uma espada leve e de equilíbrio fácil, com uma guarda em forma de copo. Algo que já não acontece no caso da espada de D. João, já que o guarda mão possui apenas corpo de secção circular, e 3 contraguardas também de secção circular.