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Um Convento Dominicano transformado em Museu


Frei Luís de Granada, forte influência na construção do Convento de São Domingos de Montemor-o-Novo, em gravura de Francisco Pacheco, em 1599.

Edificado pela ordem de São Domingos, o mosteiro foi construído sobre a antiga ermida de Santo António de Lisboa, graças à influência da importante figura dominicana do século XVI: Frei Luís de Granada.

A construção do mosteiro inicia-se a partir de 1561, com o lançamento da primeira pedra da igreja na presença do próprio Frei Luís de Granada. Em 1565 a obra da igreja já estaria terminada e é nesse mesmo ano que começam as obras do mosteiro. No início desta segunda fase de obras, foi lançada a primeira pedra, estando presentes importantes personalidades da vila de Montemor-o-Novo como foi o caso do alcaide-mor D. Fernão Martins de Mascarenhas, o seu irmão D. Vasco e o respetivo filho D. João (futuro alcaide-mor que viria a falecer na batalha de Alcácer Quibir).

A obra arrastou-se até 1619, quando o mosteiro foi elevado a priorado e a vida conventual se iniciou, tomando partido do edificado e ali se instalando a comunidade de frades dominicanos. O Convento teve alguma importância na região e seria local de alojamento de algumas figuras importantes que passaram pela vila. É disso exemplo a permanência, em 1669, de Cosme III de Médicis, Grão-Duque da Toscana, e da sua comitiva (onde se incluía Pier Maria Baldi) aquando da sua passagem por Montemor-o-Novo.

O interior da Igreja do Convento, com o seu conjunto azulejar em destaque.

Durante mais de duzentos anos, a comunidade de frades aqui dedicou a sua vida e por estes claustros ecoaram as suas vozes até ao abandono do convento. Já na década de 70 do século XX, o conjunto monumental seria recuperado graças ao esforço do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo para aqui se fundar o Núcleo Museológico, albergando a coleção mais singular de toda a região. Por aqui pode encontrar os artefatos no Museu de Arqueologia de locais icónicos como a Gruta do Escoural, a Anta Grande da Comenda da Igreja ou a Villa Romana da Fonte do Prior; a maior e mais bem preservada Coleção de Olaria Quinhentista em Portugal; uma Coleção de Arte Sacra única na região; a Igreja – um exemplo único da Arte Azulejar portuguesa; e a Sala do Capítulo e a Cripta de Brás de Figueiredo e Lemos.

Núcleo Museológico do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo

INFORMAÇÕES ÚTEIS
Horário: 10h00 – 12h30 e 14h00 – 18h00; Aberto todos os dias (exceto feriados)
Contatos: Telefone: 266 890 235; E-mail: g.amigos.montemor@gmail.com

Carlos Carpetudo