';
side-area-logo
Estudos de Arqueologia Virtual continuam no Castelo de Montemor-o-Novo


Desde 2015, sensivelmente um ano depois do lançamento da nossa plataforma online, que a Morbase tem vindo a publicar vários trabalhos no âmbito da Arqueologia Virtual com principal incidência no Castelo e na evolução urbanística de Montemor-o-Novo no século XVI. Não só porque a documentação e a investigação científica o permitia, mas também porque a reconstrução virtual é uma ferramenta essencial para a compreensão do perímetro amuralhado da antiga vila de Montemor-o-Novo que é hoje um “mar de ruínas”. Trabalhos que começaram com a reconstrução virtual da Igreja de Santa Maria do Bispo em 1534, lançada em Maio de 2015 no 1.º Simpósio de Arqueologia Virtual em conjunto com o resultado da 1.ª Maratona de Arqueologia Virtual em que o grupo de trabalho reconstruiu virtualmente a zona de adega descoberta nas escavações arqueológicas do Castelo.

A reconstrução virtual do Castelo de Montemor-o-Novo apresentada em 2016 na exposição “Património – Partilhar o Passado, Construir o Futuro”.

O trabalho de reconstrução virtual da Igreja de Santa Maria do Bispo foi o mote para os trabalhos que seguiram posteriormente para a reconstrução virtual do Paço dos Alcaides para o mesmo ano de 1534, publicado já em 2016 e que teve nova atualização com a publicação da reconstrução virtual completa de toda a área amuralhada na Feira da Luz desse mesmo ano para a exposição “Património – Partilhar o Passado, Construir o Futuro”.

No último ano e meio, a investigação científica reuniu novos dados, não só documentais como arqueológicos que trouxeram à luz do dia informação inédita sobre aquela que era a compreensão do espaço urbano intra-muros. É nesse sentido que temos trabalhado ao nível da arqueologia virtual no projecto Morbase e que traremos novo conteúdo em breve para esta plataforma.

Vista aérea do Castelo de Montemor-o-Novo na década de 90 (Fonte: Arquivo DGEMN).

Abrimos um pouco o leque dos novos dados da investigação com esta infografia, com a representação pela primeira vez da barbacã entre a Porta de Évora e a Porta do Anjo como ela é referida nas memórias paroquiais de 1758 pelo pároco da Igreja de Santa Maria do Bispo, algo que é possível comprovar a nível arqueológico através de alguns vestígios desta segunda linha de defesa e que ainda podem ser observados hoje em dia. Esta infografia que publicamos hoje mostra também algumas das novas técnicas que assimilámos ao nível da reconstrução virtual e que serão mais valias naquilo que estamos a produzir.

É também importante assumir novamente aquele que sempre foi um princípio da Morbase relativo à Arqueologia Virtual: uma reconstrução virtual nunca está fechada e deverá ser revista sempre que novos dados científicos a isso obriguem. De qualquer das formas, não só de revisões de trabalhos antigos tem sido feito o nosso trabalho recente e é nesse sentido que, para além de uma novidade que temos guardada há alguns meses, em breve vamos começar a trabalhar em simultâneo duas novas fases do Castelo de Montemor-o-Novo de modo a que, em comparação com a reconstrução virtual de Montemor-o-Novo em 1534, a compreensão deste importante monumento seja melhor entendida por toda a comunidade que nos segue.

É também nesse sentido que também incentivamos o visitante da Morbase a experimentar o slide, em baixo, que permite comparar o resultado de um scan 3D fotogramétrico executado com drone em 2016 e a atual reconstrução virtual do Castelo de Montemor-o-Novo em 1534. Experimente!

Arraste a barra para ver o levantamento 3D do Castelo de Montemor-o-Novo (GEODRONE – 2016) em comparação com a reconstrução virtual em 1534.

Carlos Carpetudo