May 29, 2014

Cachimbos de caulino, uma moda seiscentista também em Montemor-o-Novo

man smoking a pipe

(pormenor da pintura “A tavern interior with soldiers merrymaking around a table” de Gregorius Oosterlinck)

 

Introduzido na sociedade moderna portuguesa para fins terapêuticos para tratamento de úlceras ou fístulas, o tabaco acabou, a partir de mil e seiscentos, por assumir uma componente social generalizada tendo por base um novo objecto: o cachimbo de cerâmica branca (caulino). Esta era uma inovação europeia, com origens na Inglaterra, fruto da inspiração no comportamento dos povos autóctones da América Central.  O cachimbo de caulino é, também ele, presença frequente no espólio oriundo das escavações arqueológicas no Castelo de Montemor-o-Novo. 

 

A este facto, está intrinsecamente ligada a localização das escavações: um contexto urbano onde este “vício” seiscentista  deveria conhecer maior expressão. O acto de fumar tabaco através de um cachimbo de caulino era visto pela sociedade de então como um acto de elegância, sobretudo pelas classes mais abastadas.

 

Incorporados em base de dados na Morbase estão, neste momento, 27 fragmentos de cachimbo que podem encontrar usando o nosso motor de pesquisa ou seguindo este link.

 

Bibliografia: PEREIRA, António, “Cachimbos cerâmicos do século XVII da Casa do Infante (Porto)” in Actas das 3.ª Jornadas de Cerâmica Medieval e Pós-medieval, pp 253-269, Câmara Municipal de Tondela, Tondela, 1997.






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