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Os bonecos de Estremoz tal como os conhecemos hoje, terão surgido em data incerta no século XVIII, provavelmente herdeiros de uma prática bastante mais antiga e generalizada a todo o País que teria como principal actividade a produção de pequenas figuras religiosas. Ao contrário do que se poderia supor, a criação destes bonecos não era feita em olaria por mestres oleiros mas sim por mulheres, em ambiente doméstico, conforme foi possível apurar numa acta de vereação da Câmara de Estremoz, datada de 1770. O reportório formal é de uma grande ingenuidade e efeito decorativo. As peças são moldadas à mão a partir de três elementos básicos: bola, placa e rolo, que depois são cozidas e pintadas com cores vivas. O presépio exposto no GAMN, oriundo da antiga colecção de Margarida Ribeiro, foi fabricado na Olaria Alfacinha (uma das maiores olarias de Estremoz), extinta desde 1995, e é claramente uma das composições mais populares da barrística de Estremoz, quer pelo tema, quer pelo tratamento técnico e colorido.
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