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Cerâmica quinhentista do Mosteiro de Sto. António de Lisboa, em Montemor-o-Novo: uma nova abordagem


Em completo estado de ruína em meados do século XX, o mosteiro de Santo António de Lisboa em Montemor-o-Novo escondia nas suas abóbadas, antes da sua reconstrução arquitectónica, uma colecção de olaria ímpar no panorama nacional do século XVI. Pela sua especificidade e quantidade, esta colecção do Museu de Arqueologia de Montemor-o-Novo é um exemplo único para a compreensão do seu contexto histórico, não só pela representatividade das peças enquanto objectos utilitários mas também pela sua reutilização enquanto elemento de construção arquitectónica. Durante a década de 70, esta colecção seria alvo de um profundo estudo por Margarida Ribeiro que lhe garantiria também a sua salvaguarda e preservação. Graças aos meios tecnológicos hoje disponíveis e ao avanço do método em arqueologia, acreditamos ser possível aprofundar ainda mais o conhecimento público acerca deste espólio quinhentista fundamental para o estudo da época.

Carlos Carpetudo